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February 13, 2025

INPC registra variação de 0,00% em janeiro de 2025

INPC registra variação de 0,00% em janeiro de 2025

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acompanha a variação dos preços da cesta de consumo de famílias com renda mensal entre 1 e 5 salários mínimos, registrou variação de 0,00% em janeiro de 2025. Este resultado é inferior ao observado em dezembro de 2024 (0,48%) e em janeiro de 2024 (0,57%). Com isso, a variação acumulada dos últimos 12 meses desacelerou para 4,17%.

Entre os nove grupos analisados, três se destacaram. No lado altista, os grupos Alimentação e Bebidas (0,99%; 0,24 p.p.) e Transportes (1,13%; 0,22 p.p.) foram os mais relevantes. No caso de Alimentação e Bebidas, os aumentos nos preços do tomate (21,35%; 0,05 p.p.) e do café (8,48%; 0,05 p.p.) tiveram grande impacto. Já em transportes, o principal responsável foi a alta nos preços do ônibus urbano (3,85%; 0,08 p.p.) e da gasolina (0,5%; 0,02 p.p.). No lado baixista, o grupo Habitação (-3,46%; -0,59 p.p.) se destacou, especialmente devido ao desconto nas contas de energia elétrica residencial (-14,43%; -0,69 p.p.) pela aplicação do Bônus da Itaipu. Entre os demais grupos, depois de Saúde e cuidados pessoais (0,78%; 0,09 p.p.) e Despesas Pessoais (0,49%; 0,04 p.p.), os impactos variaram entre -0,01 p.p. e 0,01 p.p.

O resultado de janeiro (0,00%) ficou em linha com a nossa projeção (-0,02%), confirmando as expectativas e os movimentos antecipados. Cabe destacar que o alívio observado no mês foi derivado da aplicação do Bônus da Itaipu. Sem a redução nos preços da energia elétrica, a variação de janeiro ficaria em torno de 0,69%. Em fevereiro, espera-se um efeito oposto ao observado em janeiro, com o retorno dos preços da energia elétrica aos níveis habituais, sem o desconto do bônus. Isso deverá resultar em um aumento significativo nas contas de luz, com impacto projetado de 0,76 p.p. no índice geral. Além disso, o reajuste nas alíquotas ad rem de ICMS sobre combustíveis deve intensificar ainda mais a pressão altista, contribuindo com cerca de 0,15 p.p. no INPC do mês.

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Cabe destacar que fevereiro também contará com ajustes sazonais, como os aumentos nas mensalidades de educação. Esses fatores combinados resultam em um índice elevado para o mês, com nossa projeção indicando uma variação de 1,42%. Para o final de 2025, revisamos nossa projeção de inflação para 5,40%, refletindo pressões inflacionárias em diversas frentes. A expectativa é de que os preços dos alimentos se mantenham elevados, com pressões adicionais em itens específicos, como o café. As incertezas em relação ao câmbio, que segue desvalorizado apesar da recente valorização, em um cenário de atividade econômica ainda sustentada, com demanda aquecida, mantêm o risco do maior repasse de custos, principalmente para bens industriais.

Além disso, o mercado de trabalho apertado deve continuar a exercer pressão sobre os preços de serviços, sobretudo enquanto não maturam os efeitos da política monetária mais restritiva – que devem provocar desaceleração esperada da economia sobretudo no segundo semestre. Ressaltamos que seguimos monitorando os fatores que podem impactar nossas projeções, com o compromisso de atualizar continuamente nosso cenário à medida que novos indicadores sejam divulgados e pelo acompanhamento de dados de alta frequência.

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‍Fonte: Fecomércio-RS

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